
Há quem diga que a onda latina no Brasil esteja mais para marolinha. Outros, mais otimistas, descrevem-na como um tsunami de hits. Os dois lados estão certos. São poucos os representantes do pop latino com cacife para estar entre os mais vendidos no mercado brasileiro. Mas quando aparecem, não tem para ninguém. O grupo
RBD saiu direto da novelinha mexicana
Rebelde, exibida pelo SBT, para as paradas. Desde o primeiro álbum, em
2005, vendeu
2,2 milhões de discos.Escorado em trilhas de novelas globais como a de Mulheres Apaixonadas (2003), na qual encaixou “Vivir Sin Aire”, o quarteto mexicano
Maná despejou 600 mil CDs por aqui. Deve manter a estratégia no novo disco, previsto para o fim do ano. Alejandro Sanz, da Espanha, vendeu 500 mil cópias desde o sucesso “Corazón Partío”, de 1997. No retorno ao país neste mês, o hit não fica de fora. Quando as palavras em espanhol são disparadas por una chica caliente, o resultado pode ser ainda melhor: que o digam a mexicana
Thalía e seus decotões. A colombiana Shakira sempre é vista chacoalhando o quadril em condições adversas nos seus clipes: seja lambuzada de graxa (“La Tortura”) ou até sob a poeira levantada por uma manada de cavalos (“Whenever, Wherever”).
Dentre as garotas da nova leva, uma das apostas é a também mexicana Anahí, de 26 anos, os cinco últimos vividos com roupas de colegial.
“Não posso ser rebelde para toda a vida. Tenho que mudar. Quero crescer, ser falada”, desabafa, em entrevista por telefone à Billboard Brasil. Em shows recentes, ela anda ousando muito mais do que nos tempos de RBD ou do início da carreira solo, retomada no disco
Mi Delírio, com
12 mil cópias vendidas no Brasil em quatro meses de lançamento. Neste ano, cantou com um vestido de noiva sujo de sangue e com faca (de mentirinha, lógico) cravada nas costas. O traje rendeu menções à espalhafatosa Lady Gaga.
“Gosto da comparação. Não tenho problemas, contanto que falem de mim. Sou diferente. Eu me atrevo a fazer o que não se atrevem. Quero que digam: ‘Ah, meu Deus! Ela está louca’. Isso me diverte. Como artista, tenho que surpreender”, ensina. No clipe de “Mi Delírio”, consegue transformar uma camisa de força em um traje sexy. O vídeo foi censurado, graças a essa e outras imagens provocantes.
“Eu amo o clipe, porque foi ideia minha. Podem falar e falar, mas não me rendo. Sigo adiante”, esnoba.
Fonte: Billboard BR